sábado, 7 de novembro de 2015

Sobrado do Machado de Assis


 A flor de Assis

Menino carioca da gema brasileira.
As bibliotecas, ele as devoravam vorazmente.
Dos pés descalços à eternidade,
Autor eterno da mocidade,
Apaixonou-se, viveu o amor, casou
E nas ruas do Cosme Velho passeava com sua flor.
A flor da vida dele,
Ela que um dia o deixou,
Murchou e com ela o levou.
Em pleno mal do século,
Não foi a tuberculose que o pegou;
Mas sim, foi por amor a flor que morreu e em vida o deixou.

                                                                                  Por Simone Ribeiro

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